sexta-feira, 6 de junho de 2008

Momento opinativo

Ao assirtimos ao filme "Ausência de Malícias" de Sydney Pollack, nos veio a cabeça o quanto a profissão de jornalista difere-se de uma simples notícia escrita. O seu trabalho não é apenas ler o material para se informar, é constituir seu próprio relato dos acontecimentos.

O filme é mais um dos que mostram o quanto a profissão de Jornalismo, ou até mesmo as que entram em conflito diretamente na vida do público, é de fundamental importância na sociedade.

As relações com os meios deveriam ser feitas com extrema transparência e honestidade, como é proposto na essência da profissão. Porém, no filme é mostrado o contrário. O uso inadequado da ética a ponto de criar relações com os meios de comunicação que sejam afetadas completamente em aspectos sociais e até mesmos políticos.

O filme é uma amostra de que mesmo com profissões importantes na sociedade, como é no caso o jornalismo, ainda podem ser usadas de forma inadequada, preferindo ser antiético com o público a fim de expor algo realmente conectado com a realidade. No entanto, a realidade é totalmente imprevisível e relativa, sendo ela partida de cada um que assim é introduzido na sociedade. Com isso, vale lembrar que a notícia é interpretada a partir do conhecimento que cada um tem ao ler ou vê-la.

A partir disso, parte-se a outro ponto, que é a questão da notícia ser manipulada e da fonte gerar manipulações em sua própria notícia. Uma vez que a fonte manipula sua própria notícia isso pode causar estragos catastróficos, não só ao veículo que a expõe, mas também a sociedade como um todo. É a partir disso que são usados métodos de filtragem para que a notícia seja dada com o máximo de veracidade possível.

E falando em veracidade ou mentira das notícias, essas têm um forte poder de influência sobre sociedade. Tenha como exemplo o “caso Isabella” que comoveu e, de certa forma, mudou a rotina dos brasileiros. Todo dia, leiam-se todo dia, havia algo sobre o caso. Existem homicídios diariamente, mas pelo fato de ter sido uma tragédia fora do normal (um pai, uma madrasta, um prédio, o sexto andar), as pessoas ficaram surpresas, aflitas, indignadas querendo até fazer justiça com as próprias mãos. Mas esse não é o papel da justiça ou será que pelo fato de ter sido amplamente divulgado quase que 24 horas por dia não sofreu uma certa influência na visão crítica das pessoas? Bom, não apenas citando esse fato, mas o caso “ex-fenômeno”, o caso “cartões coorporativos”, o caso do caso, o caso que não foi caso.

É nesse momento que entra o tão “atual” Jornalismo Investigativo. Contraditório o próprio nome, afinal, todo o jornalismo, em suma importância, é, ou pelo menos deveria ser, investigativo. No entanto, essa nova vertente do jornalismo é a que busca levar uma maior credibilidade ao leitor, ouvinte ou telespectador. O Jornalismo Investigativo procura de todos os modos juntar provas o suficiente para que tal noticía tenha o máximo de veracidade possível. Isso deveria ser parte intrínseca de qualquer forma de se fazer jornalismo, mas é criado um “novo” modo de se fazer jornalismo, algo mais específico.
No final das contas algumas pessoas deixam se levar pela notícia, e muitas destas notícias podem agradar a uns e acabar com outros.

Laís e Nelson

2 comentários:

Ana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana disse...

Gostei da reflexão..
Ana Galluf